Uma voz unida
Dos povos indígenas de todo o mundo. Afirmando, como verdadeiros guardiões, que a Natureza tem direitos.
Herminsul Lucitante, Taita, Cofán, Colômbia
Quero dizer a você que, assim como eu respiro, as montanhas e os animais também respiram.
“Quero dizer a vocês que, assim como eu respiro, as montanhas e os animais também respiram.” – Hipólito Esequiel Jamioy Chindoy, médico comunitário tradicional e especialista em plantas medicinais, Kamëntsá (Camsá), Colômbia
Quero dizer a vocês que, assim como eu respiro, as montanhas e os animais também respiram. Quero convidar a todos a se unirem para proteger toda essa biodiversidade. E a nos ajudarem a continuar preservando-a, como estamos fazendo aqui. Reconhecemos esses direitos e apoiamos todos aqueles que protegem essa biodiversidade.
A natureza não está separada de nós. Somos um só.
“A natureza não está separada de nós. Somos um só.” – Jonas, membro da comunidade Guajajara, Brasil
Meu nome é Henaky. Sou indígena Guajajara, desta grande ilha chamada “Brasil”. Sou do território de Araribóia. Temos a autoridade, o direito e a responsabilidade de falar em nome da Natureza, pois ela tem direitos. Ninguém é dono da Natureza. Ela é dona de si mesma. A Natureza não está separada de nós. Somos um só.
Precisamos cuidar da Mãe Terra. Todos nós temos essa responsabilidade, pois ela é nossa Mãe. A Mãe Terra nos dá tudo. Se matarmos nossa Mãe Terra, de onde nós e as crianças das novas gerações que estão por vir vamos tirar nosso sustento? É por isso que precisamos viver cuidando e protegendo a Mãe Natureza.
“Precisamos cuidar da Mãe Terra. Todos nós temos essa responsabilidade, pois ela é nossa Mãe. A Mãe Terra nos dá tudo. Se matarmos nossa Mãe Terra, de onde nós e as crianças, das novas gerações que estão por vir, vamos tirar nosso sustento? É por isso que devemos viver cuidando e protegendo a Mãe Natureza.” – Mama Inés, Guardiã da Medicina e Líder, comunidade de Imantag, Kichwa, Equador
Boa tarde a todos, senhoras e senhores. Sou da comunidade de Imantag. Venho hoje falar com vocês sobre os direitos da Mãe Terra. Precisamos cuidar da Mãe Terra. Todos nós temos essa responsabilidade, pois ela é nossa Mãe. A Mãe Terra nos dá tudo. Estamos prejudicando a Mãe Terra. Estamos matando-a, porque usamos muitos remédios que vêm da Terra. Se matarmos nossa Mãe Terra, de onde nós e as crianças vamos tirar nosso alimento, das novas gerações que estão por vir? O que elas vão comer? É por isso que devemos viver cuidando e protegendo a Mãe Natureza. Muito obrigado.
Enquanto nós, seres humanos, continuarmos a nos considerar diferentes da Natureza e, enquanto continuarmos a tomar nossas decisões tendo a ambição e o interesse próprio como pontos centrais, continuaremos a esgotar os recursos que a Terra, ao longo de tantos anos de evolução, nos concedeu até hoje e que continuam a nos sustentar como espécie.
“Enquanto nós, seres humanos, continuarmos a nos perceber como diferentes da Natureza, e enquanto continuarmos a tomar nossas decisões tendo a ambição e o interesse próprio como pontos centrais, continuaremos a esgotar os recursos que a Terra, com tantos anos de evolução, nos concedeu até hoje e continua a nos sustentar como espécie.” – Yazuri Reinoza Sánchez, membro da comunidade Huasteca, México
Enquanto nós, seres humanos, continuarmos a nos perceber como diferentes da Natureza, e enquanto continuarmos a tomar nossas decisões tendo a ambição e o interesse próprio como pontos centrais, continuaremos a esgotar os recursos que a Terra, com tantos anos de evolução, nos concedeu até hoje e continua a nos sustentar como espécie. Meu nome é Yasuri Reynosa Sánchez, sou mexicana com raízes huastecas e, hoje, sinto-me especialmente honrada por fazer parte da voz em defesa dos direitos da Mãe Terra. Em primeiro lugar, a Mãe Terra tem direito a ecossistemas livres de poluição, o direito de não ter seus recursos naturais explorados, o direito a um turismo responsável e sustentável. O direito a uma produção agrícola e pecuária voltada para a restauração e a conservação. Um direito em que a indústria atue para reduzir seu impacto ambiental. Ao longo de toda a cadeia produtiva, no uso de energia, no transporte e na gestão de resíduos. O direito a uma legislação clara e concisa; o direito de saber quais são os direitos da Mãe Terra.
Para mim, ser humano significa ter um valor fundamental: o respeito. E devemos começar respeitando a nós mesmos, respeitando nossos ciclos, mas também respeitando nosso meio ambiente. Ao respeitar os direitos da Natureza — e esse é o meu convite —, estaríamos respeitando a nós mesmos e às gerações futuras. E, acima de tudo, respeitando a nós mesmos como espécie e nossa presença neste lar.
Na cosmovisão dos povos indígenas, a saúde é entendida como a harmonia entre a Mãe Terra e as pessoas que nela habitam.
“Na cosmovisão dos povos indígenas, a saúde é entendida como a harmonia entre a Mãe Terra e as pessoas que nela habitam.” – Ana Isabel Lopez Rojas, representante da associação de mulheres Awa Ashampa Wamis, Awa, Colômbia
Meu nome é Ana Isabel López Rojas e pertenço ao povo Awá, em Putumayo, na Colômbia. Por que devemos zelar pelos Direitos da Natureza? Na cosmovisão dos povos indígenas, a saúde é concebida como a harmonia entre a Mãe Terra e as pessoas que nela habitam. É por isso que não reconhecemos a Natureza como uma entidade isolada em relação à nossa própria existência. Pelo contrário, nós a chamamos de Mãe Terra, o que significa que ela faz parte da nossa família, já que é ela quem nos fornece alimento e nos dá proteção. É por isso que, se prejudicarmos a Mãe Terra, estaremos ameaçando nossa própria existência. Ao contrário, se cuidarmos dela e a mantivermos em boas condições, estaremos garantindo nossa própria existência. No caso dos povos indígenas, a existência não se resume apenas ao mero conceito de viver. Isso implica cuidar de nossa identidade e também zelar pelo nosso direito de viver em um ambiente saudável e de poder desenvolver todos os nossos processos culturais.
A Mãe Natureza tem direitos. Ninguém no planeta Terra é dono da Natureza. Estamos conectados a ela e unidos por uma mesma ascendência. Temos que defendê-la e mantê-la viva.
“A Mãe Natureza tem direitos. Ninguém no planeta Terra é dono da Natureza. Estamos conectados a ela e unidos por uma mesma ascendência. Temos que defendê-la e mantê-la viva.” – Rômulo de Souza Elias, coordenador comunitário, Kambeba Omágua, Brasil
Bom dia, meu nome é Rômulo Kambeba Omágua. Pertenço à grande nação indígena dos Kambebas Omáguas. Estou aqui no território do alto rio Solimões, em nosso querido e amado estado do Amazonas.
Como líder indígena, represento meu povo. Assim como todas as nações indígenas, a Omágua Kambeba é representada pelos grandes líderes da nossa região. E nós, como representantes do nosso povo, temos o direito, temos a responsabilidade e a autoridade de falar em nome da nossa Mãe Natureza. A Mãe Natureza, que possui direitos.
Ninguém no planeta Terra é dono da Natureza. A Natureza pertence a si mesma. A Mãe Natureza é livre e não está separada de nós. Estamos conectados a ela e unidos por uma mesma ascendência. Temos que defendê-la e mantê-la viva. É por isso que estamos aqui, em nosso território do Alto Solimões, no estado do Amazonas.
Convido todos os amigos e parentes universais a se unirem em uma única tribo para defender o Planeta Terra. Para que possamos continuar protegendo nosso tesouro para as futuras gerações e garantir o direito delas de viver nesta Terra. Monti mã. Muito obrigado e até mais.
A natureza está pedindo ajuda. A natureza. A Mãe Natureza. Ela está pedindo ajuda. Porque vivemos dentro dela.
“A natureza está pedindo ajuda. A natureza. A Mãe Natureza. Ela está pedindo ajuda. Porque vivemos dentro dela.” – Orlando, membro da comunidade de Kokama, Brasil
Bom dia, meu nome é Orlando. Sou morador da aldeia indígena Kokama, com raízes na ayahuasca. No município de Santo Antônio do Içá, no Alto Solimões. Hoje, vim falar sobre a Natureza. A Natureza está pedindo ajuda, porque não estamos cuidando bem dela. Ela está pedindo ajuda. Não é só daqui do Alto Solimões, não. A Natureza, a Mãe Natureza, pede essa ajuda, porque vivemos aqui nela. Nós, como povos indígenas, líderes das aldeias, defendemos a Natureza. Preservamos os riachos, os rios, a fauna, a flora. Neste momento, aqui na Amazônia, este é o pulmão do mundo. Portanto, somos defensores da Amazônia, defensores da Natureza. Ok. Muito obrigado.
Este é o ouro que cuidamos; esta água é para o nosso benefício e o das futuras gerações.
“Este é o ouro que cuidamos; esta água é para o nosso benefício e o das futuras gerações.” – José Modesto Beltran, cacique, Lache, Colômbia
Meu nome é José Modesto Beltrán, da comunidade de Laches, nas charnecas de Pisba. Este é o ouro que cuidamos; esta água é para o nosso benefício e o das futuras gerações. Devemos cuidar desse recurso hídrico. Somos descendentes dos ancestrais de Laches que viveram neste território. Isso deve ser protegido em nível global. Que isso seja objeto de direitos. Que a charneca de Pisba seja objeto de direitos. Queremos que isso se torne uma iniciativa de participação global em prol de todos os nossos recursos hídricos. Muito obrigado.
Como a Natureza é nossa Mãe, ela tem seus próprios direitos. Ela nos dá nosso alimento, nos dá a vida; é aqui que podemos viver e coexistir com a Natureza.
“Como a Natureza é nossa Mãe, ela tem seus próprios direitos. Ela nos dá nosso alimento, nos dá vida; é aqui que podemos viver e coexistir com a Natureza.” – Naomi Acelga, membro da comunidade Kichwa, Equador
Olá, meu nome é Naomi Eselga, do povo indígena Imantag. Hoje estamos aqui para falar sobre os direitos da Natureza. Como a Natureza é nossa Mãe, ela tem seus próprios direitos. Ela nos dá nosso alimento, nos dá vida; é aqui que podemos viver e coexistir com a Natureza.
Somos seus administradores e precisamos ser respeitosos. Pois a Mãe Natureza não tem dono.
“Somos seus administradores e precisamos ser respeitosos. Pois a Mãe Natureza não tem dono.” – Jhony Lopez Adarmes, líder comunitário, Pastos, Colômbia
"Sou Hector Jhony Lòpez, presidente do município 'Tigres del Alto', descendente do povo indígena de Pastos.
Trabalho com a conservação da Mãe Natureza, como as onças-pintadas, o urso-de-óculos e a medicina tradicional; é com isso que nos preocupamos aqui neste território e neste planeta, porque nascemos assim. Tenho a responsabilidade, na minha vida, de estar sempre conectado com a Mãe Natureza e com tudo o que é natural. Isso tem origem em Deus, para toda a humanidade e para todos nós que vivemos aqui, sejam os animais, as fontes de água, as florestas, tudo em geral. A natureza tem direitos próprios devido ao que Deus deixou na Terra. Somos seus administradores e precisamos ser respeitosos, pois a Mãe Natureza não tem dono. Somente Deus é o dono, e Ele nos deixou essa responsabilidade a todos os seres humanos, para que possamos sobreviver graças a ela e para que ela possa sobreviver graças a nós. Por meio do cuidado mútuo.”
Sem ela, não podemos viver. Sem ela, nós, os povos indígenas, não somos nada. Porque a Natureza e os povos indígenas estão interligados.
“Sem ela, não podemos viver. Sem ela, nós, os povos indígenas, não somos nada. Porque a Natureza e os povos indígenas estão ligados.” – Marciane, cacica, Kokama, Brasil
Olá, meu nome é Tatira Cacique Marciane. Sou a líder da Associação Indígena Kokama de Santo Antônio do Içá. Sou do Alto Solimões, Sol do Amazonas. Gostaria de pedir a vocês, por meio deste vídeo, que protejam nossa Natureza. Sem ela, não podemos viver. Sem ela, nós, os povos indígenas, não somos nada, porque a Natureza e os povos indígenas estão interligados.
Porque, sem a Natureza, não podemos criar nossos filhos nem conseguir nosso alimento, já que é daí que tudo vem. Precisamos de rios e córregos limpos, porque, se o rio estiver poluído, nosso alimento e nossos filhos terão problemas, e nós não queremos isso.
É por isso que peço que mantenhamos nossa Natureza viva, porque fazemos de tudo para preservar nossa natureza, nosso rio, nossos riachos. Juntos conosco, porque nós, povos originários, estamos onde nos encontramos, junto com a natureza, vivemos com ela, pois se a Mãe Natureza chora, nós choramos com ela.
É por isso que peço veementemente que vocês mantenham nossa Natureza viva, pois sem ela não somos nada. Nós, os povos indígenas, precisamos da Natureza. Ela é o meu surupáki.
Somos os defensores e a resistência da Natureza deste planeta. Porque não há outro planeta. Este é o único que temos. Não há outro planeta para onde ir. Por isso, precisamos proteger este planeta de todas as formas possíveis.
“Somos os defensores e a resistência da Natureza deste planeta. Porque não há outro planeta. Este é o único que temos. Não há outro planeta para onde ir. Por isso, precisamos proteger este planeta de todas as formas.” – Hyjnõ Krahô, coordenador comunitário, Krahô, Brasil
Aqui estamos nós, falando sobre o Cerrado, a vida do Cerrado. Como seres humanos não indígenas, sabemos como o homem branco destrói a Natureza, e nós somos os defensores e a resistência da Natureza deste planeta. Por que estamos lutando para proteger a Amazônia, o Cerrado e a Caatinga? Por quê? Porque queremos sobreviver em paz com a Natureza. Juntamente com tudo o que existe na Terra. Respiramos melhor, temos boa saúde.
Temos uma alimentação pacífica. Porque não existe outro planeta. Não há outro para onde possamos ir. Por isso, precisamos protegê-lo. A Terra como um todo. Não apenas as terras indígenas dos Krahô, mas em geral. E não queremos que apenas os povos indígenas protejam o planeta. Todo ser humano precisa seguir isso para respirar melhor, para ter boa saúde. Alimentação saudável, respiração mais saudável. É isso aí. Parem de produzir lixo.
A Terra é autônoma. A Terra é perspicaz. A Terra é inteligente. Ela não pode ser considerada algo privado.
“A Terra é autônoma. A Terra é perspicaz. A Terra é inteligente. Ela não pode ser considerada algo privado.” – Aruák Kopenoty, membro da comunidade Terena, Brasil
Olá, sou Aruák Kopenoty, do povo Terena. Meu território fica no estado do Mato Grosso do Sul, no município de Aquidauana, considerado a Porta de Entrada do Pantanal. Existem vários territórios indígenas, vários povos indígenas, e nossa mensagem, nossa preocupação, diz respeito ao meio ambiente. À Mãe Natureza. A Mãe Terra, nosso povo e nossos territórios também. Atualmente, é uma área com a maior concentração de biodiversidade, tanto de fauna quanto de flora, e parte dela ainda está intacta. O povo Terena, desde sua origem, foi ensinado a viver em harmonia com o meio ambiente, com a natureza, e a tirar apenas o necessário para a existência, para a sobrevivência — ao contrário do que era ensinado por outras sociedades, de que a terra era algo a ser dominado e explorado.
Toda vez que você explora, toda vez que você domina um ser — seja falando do meio ambiente, seja falando da Terra como um ser vivo —, isso provoca transformações, mudanças e o extermínio de algo importante para a existência desse ser ou para a existência da vida. Os seres humanos não perceberam isso, não pararam para pensar nisso, não refletiram sobre o fato de que dominar e explorar também é um ato de ambição. A Terra é autônoma, a Terra sabe, a Terra é inteligente. A Terra tem a estação da floração, a estação da colheita, a estação da frutificação e uma estação para renovar as folhas. Em resumo, a Natureza é essa própria vida. Hoje em dia, o que está acontecendo com o meio ambiente? Essas transformações, essas evoluções, a evolução global, não são mais o aquecimento global, são a evolução global; são consequências de não vivermos em harmonia com a Natureza. A mensagem de nós, povos indígenas, é a de sermos capazes de viver em harmonia com a Natureza, porque queremos deixar uma sociedade limpa, uma sociedade pura para as próximas gerações. E precisamos fazer isso enquanto ainda há tempo. Essa mensagem é uma mensagem de cura para a Terra, uma mensagem de cura para o meio ambiente e para uma geração saudável, que devemos deixar para trás, pois, como diz a Terra, ela não pode ser considerada propriedade privada. A Terra pertence a todos, é para todos. Portanto, nossa mensagem é refletir e criar um modo de vida alternativo, de preferência vivendo em harmonia com a Natureza.
Precisamos cuidar da Mãe Terra para que nenhuma doença a afete.
“Precisamos cuidar da Mãe Terra para que nenhuma doença atinja nossa Mãe Terra.”– Mama Dolores, guardiã da medicina e líder, Kichwa, Equador
Meu nome é Maria Dolores Panamá, sou do povo Kutakachi e moro na comunidade de Arrayanes. Hoje vim falar sobre a proteção dos direitos da Mãe Terra. E precisamos cuidar da Mãe Terra para que nenhuma doença a afete. É por isso que plantamos e colhemos. Também cuidamos de nossos filhos, das próximas gerações, para que eles não prejudiquem a Mãe Terra.
Estamos fazendo um apelo, e a Natureza está fazendo esse apelo para que a respeitem.
“Estamos fazendo um apelo, e a Natureza está fazendo esse apelo para que a respeitem.” – Juan Guillermo Chindoy, Taita, Inga Condagua, Colômbia
Meu nome é Juan Guillermo Chindoy, sou colombiano. Pertenço ao povo Inga, de Condagua. Neste momento, estamos praticando a medicina tradicional. Estamos fazendo um apelo, e a Natureza também está fazendo esse apelo para que a respeitem. Pois é lá que temos a água, as montanhas, nossos ancestrais, e é por isso que precisamos cuidar dela. A Mãe Natureza também está pedindo que cuidemos dela, que a respeitemos. Precisamos cuidar, precisamos respeitar a Mãe Natureza,
porque é daí que vem toda a nossa roupa e nossa comida. Muito obrigado, que Deus os abençoe.
Precisamos cuidar e respeitar. É preciso seguir a mensagem que vem de cima. É assim que devemos viver como guardiões da selva.
“Precisamos cuidar e respeitar. É preciso seguir a mensagem que vem de cima. É assim que devemos viver como guardiões da selva.” – Jattöpa Rufino Antonio Ponare, cacique e mestre da tradição, Huottoja, Venezuela, Huottöja, Venezuela
Em nosso território, nós, o povo Saamaka, estamos lutando para proteger e defender nossa floresta.
“Em nosso território, nós, o povo Saamaka, estamos lutando para proteger e defender nossa floresta...”– Hugo Jabini, advogado, defensor dos direitos humanos e ambientais, Saamaka, Suriname
"Esta é uma vista de Bakaaboto, no rio Suriname, no meio da Floresta Amazônica, na América do Sul, a partir das terras dos Saamaka. Só quero mostrar a vocês o verde, a natureza e a beleza do nosso território, onde nós, como povo Saamaka, lutamos para defender e proteger nossa floresta. Bem atrás de mim, vocês podem ver o belo rio, com águas limpas, algo que costumávamos desfrutar.
Mas, a algumas centenas de quilômetros daqui, está ocorrendo uma grande destruição da floresta, causada por empresas madeireiras multinacionais, que aprisionaram nosso povo, nossos meios de subsistência e a própria floresta. Agora, estamos pedindo que se tomem medidas para fortalecer nosso povo e nos ajudar a proteger e salvar esta bela parte do mundo. Obrigado por me ouvirem. Meu nome é Hugo Jabini, sou Saamaka e defensor do meio ambiente e dos direitos humanos.”
A Terra, a Mãe Terra, abrange todos os seres ancestrais da selva.
“A Terra, a Mãe Terra, abrange todos os seres ancestrais da selva.”– Herminsul Lucitante, Taita, Cofán, Colômbia
Olá, sou Taita Herminsul Lucitante. Sou nativo da reserva indígena Cofán, em Santa Rosa de Sucumbios. Queremos cuidar da Natureza e da nossa terra. A Terra, a Mãe Terra, inclui todos os seres ancestrais da floresta que nos acompanham. É por isso que cuidamos do território. Isso é vida. É por isso que ela também nos inclui. É por isso que podemos respirar profundamente. Se desmatarmos a montanha, ficaremos sem ar. Fazemos parte da montanha. Ela nos dá vida.”
A Natureza tem os mesmos direitos que nós. Hoje estamos lutando para proteger a Natureza, mas precisamos de mais apoio para ela. Pois é a Natureza que nos protege e sempre cuida de nós.
“A Natureza tem os mesmos direitos que nós. Hoje estamos lutando para proteger a Natureza, mas precisamos de mais apoio para ela. Porque é a Natureza que nos protege e sempre cuida de nós...”– Luzia Cruwakwyj, membro da comunidade Krahô, Brasil
"Olá a todos. Meu nome é Luzia. Sou do povo Kraho. Estou aqui para falar sobre a Natureza. A Natureza em que vivemos aqui. Portanto, a Natureza tem plenos direitos, assim como nós; lutamos para protegê-la, porque cada vez mais precisamos apoiá-la, pois ela é única e precisamos preservá-la e cuidar dela, pois é somente essa Natureza que nos protege e sempre cuida de nós. Porque nós, indígenas, sempre cuidamos dela, mas os ocidentais não; simplesmente estão desmatando e causando todo tipo de ameaça à Natureza. Temos que refletir e nos unir para proteger a Natureza, para proteger nossa vida e cuidar dela; temos que cuidar da Natureza. Obrigada.”
Não nos esqueçamos de que vivemos dentro dela e que fazemos parte da Terra; a Mãe Natureza precisa dos nossos cuidados.
“Não nos esqueçamos de que vivemos nela e fazemos parte da Terra; a Mãe Natureza precisa dos nossos cuidados.”– Shirlley Mamani, membro da comunidade, Aymara, Peru
(Saudações em aimara). Meu nome é Shirley Mamani e sou peruana. Nasci na região de Puno, em uma cidade situada a 3.800 metros acima do nível do mar, e morei na província de Yunguyo, uma província agrícola que faz parte da cultura aimara. Os aimarás acreditam na união dos seres humanos com a Terra, a Mãe Natureza; também acreditamos nas montanhas, nos Apus e em outras representações simbólicas que tornam essa união possível. Hoje venho falar a vocês em nome dos meus irmãos aimarás, pois acreditamos que a Mãe Natureza tem direitos, que ninguém é dono dela e, por isso, devemos protegê-la. Atualmente, com a poluição e o impacto ambiental, cada vez mais ela está sendo destruída. Não nos esqueçamos de que vivemos dentro dela e fazemos parte da Terra; a Mãe Natureza precisa dos nossos cuidados.
Apelando à defesa dos direitos da Mãe Terra, da Mãe Natureza, reconhecendo que é dela que nasce a vida de todos os seres vivos…
“Apelando pela proteção dos direitos da Mãe Terra, da Mãe Natureza, reconhecendo que é daí que nasce a vida de todos os seres vivos…”– Josefa Kirvin Kulix, membro da comunidade de Huottoja, México
“Saudações do coração da Mãe Terra. Sou Josefa Kirvin Kulix, da comunidade de La Candelaria, município de San Cristóbal de las Casas, em Chiapas, México. Indígena maia tsotsil. Apelamos pela defesa dos direitos da Mãe Terra, a Mãe Natureza, reconhecendo que ela é a fonte da vida para todos os seres vivos, da biodiversidade, do oxigênio, da água; pela vida de todos os seres vivos — animais, vegetais, minerais e nós, seres humanos —, pedimos que cuidem dela e sejam respeitosos.”
Estou refletindo profundamente sobre como e o que devo fazer na área de conservação, para que a fauna e a flora em extinção — incluindo animais, aves e plantas — possam se recuperar a partir de agora, dentro e nos arredores do santuário.
“Estou refletindo profundamente sobre como e o que devo fazer na área de conservação, para que a fauna e a flora em extinção, incluindo animais, aves e plantas, possam se recuperar a partir de agora, dentro e nos arredores do santuário...” – Lian Kamlova, presidente do conselho da aldeia de Mara, Índia
Meu nome é V Liam Kamlova, presidente do Conselho da Aldeia (VCP) de Lungpuk, na Índia. Tenho a oportunidade de falar sobre nossa biodiversidade e a pressão antropogênica sobre nossa vida selvagem, animais e plantas. Eles estão desaparecendo a cada dia; as atividades das pessoas e dos caçadores são a principal causa da diminuição da diversidade da nossa flora e fauna. Como nossa aldeia, Lungpuk, fica próxima ao Santuário, não posso ignorar esse fato; por isso, estou pronta para propor estratégias para conservar as aves, os animais e as plantas em risco de extinção, refletindo profundamente sobre como e o que devemos fazer na área de conservação, para que a vida selvagem em risco de extinção, incluindo animais e plantas, possa se recuperar. Agora estou pensando em realizar um programa de conscientização entre os caçadores para ajudá-los a mudar sua perspectiva em direção à conservação. Também estou planejando fazer uma campanha de conscientização intitulada “Não ao corte de árvores e à queima de florestas para o cultivo Jhum”, visando melhores esforços de conservação. Preciso de apoio total, inclusive da população local, pois é difícil fazer isso sozinho. Atualmente, informei as pessoas desta aldeia, bem como de outras aldeias, para que não utilizem armas de fogo durante a época de reprodução. Aves, animais, plantas e tudo o mais foram criados por Deus para o bem-estar dos seres humanos. Eles não foram feitos para serem destruídos. Destruí-los matando-os não é tarefa nossa; não é bom ser ganancioso, pois já nos é fornecido o suficiente. Acredito que as pessoas sabem disso e vão compreender quando receberem educação sobre esses assuntos. Aos poucos, no caminho da conservação, a vida selvagem prosperará em Lungpul e arredores e, é claro, também fora do Santuário. Esse não é um esforço de apenas duas pessoas; devemos dedicar todo o nosso empenho à conservação. A partir de agora, pretendo promover a conscientização entre alunos, ONGs, igrejas e em outras reuniões também, para trazer uma mudança real com a ajuda deste programa. Não vamos tentar resolver tudo de uma noite, pois é um processo longo. Aos poucos, obteremos os resultados. Pode levar alguns anos para que a população de animais selvagens aumente. Os animais que não vemos atualmente, todas essas espécies, retornarão à nossa floresta. Estou muito feliz por falar sobre esse assunto hoje, porque essa não é apenas uma preocupação minha. Todos nós devemos nos preocupar com isso. Pois isso representa uma melhoria para nós mesmos, e todo apoio é bem-vindo.
Temos uma relação simbiótica com a Natureza. Com as árvores, a água, a terra, o solo e a força vital.
“Temos uma relação simbiótica com a Natureza. Com as árvores, a água, a terra, o solo e a força vital.” – Ginamarie 'Tracker' Rangel Quinones, Sundancer, Apache, Estados Unidos.
Sou “Tracker” Ginamarie, sou descendente dos apaches Chiricahua, dos utes-astecas e dos pasquale yaqui. Temos o direito à Natureza. A Natureza não é dona de nós, nem nós somos donos da Natureza. Temos o direito de cuidar da Natureza; a Natureza não está separada de nós, somos um com a Natureza, estamos todos unidos. Temos uma relação simbiótica com a Natureza, com as árvores, a água, a terra, o planeta e a força vital. A Natureza tem direitos e ninguém é seu dono. Tenho a autoridade, o direito e a responsabilidade de falar com a Natureza
Ela é nossa mãe. Assim como nossa mãe cuida de nós, também devemos cuidar dela... Às vezes, devemos dar um presente para ela.
“Ela é nossa Mãe. Assim como nossa mãe cuida de nós, também devemos cuidar dela... Às vezes, devemos dar um presente para ela.” — Sayuri Guitarra, membro da comunidade, Kichwa, Equador
Olá, tudo bem? Meu nome é Sayuri Guitarra. Sou da comunidade de Imantag. Estamos aqui hoje para falar sobre a vida da nossa Mãe Terra. Ela é nossa mãe. Assim como nossa mãe cuida de nós, também devemos cuidar dela. Não devemos jogar lixo em qualquer lugar e, de vez em quando, devemos dar um presente para ela.
Nossa vida depende da selva para obter alimento, materiais de construção e remédios, e nossa cultura e nossos valores se baseiam na harmonia com a selva.
“Nossa vida depende da selva para obter alimento, materiais de construção e remédios, e nossa cultura e nossos valores se baseiam na harmonia com a selva.” — John Brian Anthony, presidente da BPA, Sarawak, Malásia
Olá, meu nome é John Brian Anthony, e estou falando da região de Bintalu, na Malásia. Pertenço à tribo Dayak Iban, em Sarawak, no Bornéu. Nossos ancestrais viviam na selva do Bornéu; nossa vida depende da selva — para alimentação, materiais de construção e remédios — e nossa cultura e nossos valores se baseiam na harmonia com a selva. O governo e as empresas devem tratar a selva com cuidado, para garantir que todos estejamos em harmonia com a vontade do Criador.
A Terra é a mãe de todos nós e, se a negligenciarmos, estaremos negligenciando a nós mesmos. Pois ela não é algo separado de nós, mas sim a essência do nosso ser, e seus direitos devem ser reconhecidos.
“A Terra é a mãe de todos nós e, se a negligenciarmos, estaremos negligenciando a nós mesmos. Pois ela não é algo separado de nós, mas sim a essência do nosso ser, e seus direitos devem ser reconhecidos.” — Sof’ Elle Beaivvi Mira, membro da comunidade, Sápmi, Finlândia
Meu nome é Sof´Elle Beaivvi Mira, sou de Sápmi, e meu povo, os Sámi, é um povo indígena do Ártico. Atualmente, estou aqui no Brasil gravando este vídeo como parte de uma colaboração mais ampla, que tem como objetivo destacar os direitos da Mãe Natureza, como diz meu povo: “I en aliya nimpur kai etni”, o que significa que a Terra é a Mãe de todos nós; e, se a negligenciarmos, estamos negligenciando a nós mesmos, pois ela não é algo separado de nós, mas sim a essência do nosso ser, e seus direitos devem ser reconhecidos.
Encontramos mais valor na Natureza, ali na floresta. Sentimos que esse é o nosso lar.
“Encontramos mais valor na Natureza, ali na floresta. Sentimos que este é o nosso lar.” — Autu Patrick, Autu, Batwa, Uganda
Olá, meu nome é Autu Patrick, sou filho do rei dos Batwa, Geoffrey, do Parque Nacional de Semuliki, em Bundibugyo, no oeste de Uganda. Costumávamos morar na floresta do parque nacional; esse é o nosso lar. Viemos do Congo Mahoya até o Parque Nacional de Semuliki — era lá que morávamos e de onde obtínhamos remédios: árvores medicinais que nos ajudavam a tratar a nós mesmos e aos animais, além da pesca; vivíamos bem ali. Sentíamos que aquele era o nosso lar, que nos pertencia e sobre o qual ainda temos direitos; para nós, a natureza, ali na floresta, tem um valor ainda maior. Sentimos que aquele era o nosso lar. A natureza se mantém por si mesma, como o Parque Nacional de Semulilki; estamos lá apenas para protegê-la, mas não somos seus donos.
A natureza tem vida e sente dor, assim como nós a sentimos quando estamos doentes.
“A natureza tem vida e sente dor, assim como nós a sentimos quando estamos doentes.”
— Anônimo, Cofán, presidente da comunidade, Cofán, Equador
Junto minha voz à luta pelos direitos da Natureza. Mantivemos este território intacto até hoje, pois nossos ancestrais nos deixaram essa grande herança. Que este território nunca seja visto como um recurso econômico para o desenvolvimento das comunidades. Por isso, as empresas ou empreendimentos que consideram um território ou uma floresta como um recurso econômico estão muito enganados. A Natureza está viva e sente dor, assim como nós a sentimos quando estamos doentes. Por isso, junto minha voz à defesa dos direitos da Natureza.
A Mãe Terra tem direitos, direitos que nos vinculam. Como seus filhos, temos a responsabilidade de cuidar dela, protegê-la e respeitá-la.
“A Mãe Terra tem direitos, direitos que nos vinculam. Como seus filhos, temos a responsabilidade de cuidar dela, protegê-la e respeitá-la.”
— Miguel Chindoy, representante legal da Associação Indígena Agro Pueblos, Kamëntsá (Camsá), Colômbia
Meu nome é Miguel Chindoy; pertenço ao povo indígena Kamëntsá Kabëng, cujo nome significa “povo unido no tempo”. Atuei na autoridade da aldeia por dois mandatos e sinto a responsabilidade de falar ao povo e ao resto da sociedade sobre a responsabilidade que todos os seres têm para com a Mãe Terra, que é a Mãe da humanidade, da qual dependemos para nosso sustento, conhecimento e espiritualidade. Um dos primeiros entendimentos dos povos indígenas é que a Mãe Terra é um ser vivo; a Terra é um ser vivo que sente, que possui Conhecimento e, como toda mãe, se sacrifica por nós. Assim, nossos ancestrais compreenderam que, como ser vivo, a Mãe Terra tem direitos — direitos que nos vinculam a ela como seus filhos — e temos a responsabilidade de cuidar dela, protegê-la, respeitá-la e garantir a sustentabilidade para a permanência da vida.
Co-signatários
Goengalla Yin JummaJumma McLeod, Guardiã das Canções, Jaithmathang, Austrália
John Brian Anthony, Presidente da BPA, Sarawak, Malásia
Roselene Best, membro da comunidade de Kombumerri, Austrália
Leonard Mindore, diretor executivo, Ogiak, Quênia
Catherine Murupaenga-Ikenn, ativista dos direitos humanos dos povos indígenas, maori, Nova Zelândia
Shirlley Mamani, membro da comunidade, Aymara, Peru
Yazuri Reinoza Sánchez, integrante da comunidade huasteca, México
Orlando, membro da comunidade, Kokama, Brasil
Olinda Tupinamba, membro da comunidade, Yawa, Brasil
Jonas Guajajara, membro da comunidade Guajajara, Brasil
Hyjnõ Krahô, Coordenador Comunitário, Krahô, Brasil
Marciane, Cacica, Kokama, Brasil
Luzia Cruwakwyj, Membro da Comunidade, Krahô, Brasil
Jattöpa Rufino Antonio Ponare, Cacique e Mestre da Tradição, Huottoja, Venezuela
Juan Guillermo Chindoy, Taita, Inga Condagua, Colômbia
Antonio Emitis, membro da comunidade, Pastos, Colômbia
Fernando Lezama, Taita, Piajao, Colômbia
Johny Lopez, presidente da Vereda Tigres del Alto, Pasto, Colômbia
Erick Sami Rojas, Nawan (Cacique) da comunidade indígena La Unión de Pueblo, Henia-kamiare (Comechingon), Argentina
Ginamarie “Tracker” Rangel Quinone, Sundancer, Apache, Estados Unidos
Ana Isabell Lopez Rojas, representante da associação de mulheres Awa Ashampa Wamis, Awa, Colômbia
Herminsul Lucitante, Taita, Cofán, Colômbia
Hipólito Esequiel Jamioy Chindoy, médico comunitário tradicional e especialista em plantas medicinais, Kamëntsá (Camsá), Colômbia
Nathalie Vera, Curandeira, , Brasil
José Modesto Beltran, Cacique, Lache, Colômbia
Mãe Inês, guardiã da medicina e líder da comunidade de Imantag, Kichwa, Equador
Mama Dolores, guardiã da medicina e líder, Kichwa, Equador
Sayuri Guitarra, membro da comunidade, Kichwa, Equador
Naomi Acelga, membro da comunidade Kichwa, Equador
Josefa Kirvin Kulix, moradora da comunidade de Huottoja, México
Aruák Kopenoty, membro da comunidade Terena, Brasil
Rômulo de Souza Elias, coordenador comunitário, Kambeba Omágua, Brasil
Miguel Chindoy, representante legal da Associação Indígena Agro Pueblos, Kamëntsá, Colômbia
José Alberto Garreta Jansasoy, governador da Reserva Indígena Cofán de Nariño, Cofán, Colômbia
Bayron Claudino Descanse Quieta, governador da Reserva Indígena Cofán Chandia Na'en, Cofán, Equador
Yazuri Reinoza Sánchez, integrante da comunidade huasteca, México
Sof’ Elle Beaivvi Mira, membro da comunidade, Sápmi, Finlândia
Hugo Jabini, advogado, defensor dos direitos humanos e ambientais, Saamaka, Suriname
Waxy Yawanawa, Paije, líder espiritual do centro Mawa Yuxyn nos territórios Yawanawa, Yawanawa, Brasil
Autu Patrick, Prince, Batwa, Uganda
V Lian Kamlova, presidente do conselho da aldeia de Mara, Índia
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Jattöpa Rufino Antonio Ponare, Cacique e Mestre da Tradição, Huottoja, Venezuela
Foto de Miguel Angel Dias
Exigimos que os direitos da Mãe Terra sejam respeitados.
“Exigimos que os direitos da Mãe Terra sejam respeitados.” – Antonio Emitis, membro da comunidade de Pastos, Colômbia
Do território indígena ancestral do grande Cumbal, uma saudação afetuosa a todas as entidades departamentais, nacionais e internacionais. Deste território milenar e espiritual, exigimos que os direitos da Mãe Terra sejam respeitados. Especialmente suas lagoas, seus rios, seus riachos, seus pântanos e nossos pântanos. Exigimos respeito por tudo o que se encontra no subsolo. Para nós, a água é sagrada. Todos os seus minerais são sagrados. Deste território espiritual e milenar, saudamos a todos vocês. Meu nome é Antonio Emitis, membro da etnia Pasto. Muito obrigado.